Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Da era do "DE" para a era do "PARA"

Dá para sintetizar as mudanças na comunicação com uma observação bastante simples:

  • Na era da comunicação de massa, um único emissor enviava uma mensagem para vários. Podemos chamar de "a era do DE", onde o "nó" do processo de comunicação está no emissor;
  • Na era da comunicação direta, habilitada pela tecnologia digital, vários emissores enviam mensagens, com foco cada vez mais individualizado. É o que podemos chamar de "a era do PARA", onde o "nó" está (prioritariamente) no receptor, cada vez mais descrito, perfilado.

Faz sentido?

A montanha vai a Maomé

Nossas noções de tempo e espaço deviam ser revistas.

Com as tecnologias de informação - e a capacidade de visualização realista, cada vez mais presentes - já é possível imaginarmos como se estivéssemos em um lugar diferente do espaço.

É possível visualizar uma rua famosa do outro lado do mundo, "caminhar" por ela e enxergar, através de fotos, como se estivéssemos a observá-la com nossos próprios olhos. É possível também observar imagens das estrelas, e agora também dos mares profundos, como se estivéssemos imersos nesses espaços antes inimagináveis.

Como afirmou McLuhan, os meios de comunicação são como extensões do homem. Com as tecnologias de informação, o alcance geográfico do ser humano atual é consideravelmente maior do que o do homem de cinquenta anos atrás.

Com essas tecnologias ao alcance de todos, pra quê investir bilhões de dólares para descobrir uma maneira de transportar a matéria através do espaço? Maomé não precisa ir à montanha, pois pode trazer todas as montanhas para junto de si.